Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Quando Não Te Tinha

Quando eu não te tinha
Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo...
Agora amo a Natureza
Como um monge calmo à Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima...
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor —
Tu não me tiraste a Natureza...
Tu mudaste a Natureza...
Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim,
Por tu existires, vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as coisas.
Não me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou.


Alberto Caeiro

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Adoro.

Adoro a vida. Adoro viver. Adoro cada bocadinho, cada momento. Adoro quanto toca aquela música que amo e não ouvia há séculos na rádio. Adoro rir até chorar. Adoro sentir que sou amada. Adoro chocolate. Adoro ice tea limão bem geladinho. Adoro que ele me telefone para dizer que me ama. Adoro ser amada. Adoro ter amigos. Adoro o mar. Adoro ficar na cama até às 3 da tarde. Adoro ouvir a chuva a bater na minha janela. Adoro ouvir as gargalhadas da minha maninha. Adoro cozinhar. Adoro comer. Adoro quando experimento roupa e fica perfeita. Adoro a vida. Adoro que ele me dê beijinhos. Adoro o seu toque. Adoro adorar. Adoro amar. Adoro ter ódios de estimação. Adoro cantar músicas que não sei a letra. Adoro sentir borboletas no estômago quando estou nervosa. Adoro ver TV. Adoro jogar às cartas. Adoro a vida e cada pormenor. ADORO VIVER!

Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

AMO-TE

Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

Carnaval 2008

Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

Ranking das Escolas: o melhor e o pior

Escrevo estas linhas tendo em mente um assunto que tem mexido comigo estes dias. Há alguns anos a esta parte que por esta altura surge um tumulto pelas escolas do país: saem os Rankings. Palavra temida por uns, adorada por outros. E é nesta altura que se coloca sempre a questão: qual a razão de serem as escolas privadas a liderarem sempre as tabelas? Na minha opinião só vejo uma resposta: melhor preparação. Não percebo o ataque que é feito a estas escolas. Os exames nacionais são iguais. Não é possível comprar a nota de um exame nacional. Então, a única resposta possível é de que os alunos estão melhor preparados.

É também importante mencionar os critérios de elaboração destes Rankings, que para mim são ligeiramente duvidosos. Uma escola não é só exames, e muito menos só exames de 11º ano. Foram feitas alterações no sistema educativo, os exames foram divididos em três anos, assim, os Rankings também terão de se actualizar. É completamente injusto avaliar o trabalho de uma escola através do resultado de um exame de duas horas. Existe toda uma preparação durante 11/12 anos, que tem de ser tida em conta. Nesse ponto, os Açores já estão um passo à frente que o resto do país, com a boa aplicação do Projecto Qualis.

Com isto não quero dizer que discorde dos Rankings. Concordo plenamente que sejam feitos, mas com correcção, rigor e critérios que abordem todas as áreas relevantes para o sucesso dos alunos. É essencial olharmos para esses resultados e questionarmo-nos sobre o que levou àquilo e se for mau, como melhorar. Também, acho importante uma comparação entre diferentes estabelecimentos, mas nunca num sentido de competitividade. Concordo que nos devamos comparar com os melhores, ver o que eles têm que nós não temos, e assim, só assim, melhorar.


Denise S. Almeida


*publicado nos jornais "Açoriano Oriental" e "Diário Insular" de 30/10/2007

Sábado, 22 de Setembro de 2007

Paul Potts

Demasiado melancólica para escrever! Enjoy!!

Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

Madeleine


Quando toda esta polémica à volta do desaparecimento de Madeleine McCann surgiu, devo admitir que fiquei chocada e revoltada com o possível raptor desta linda menina. Criei empatia com estes pais. Mas à medida que os factos foram aparecendo, as histórias contadas, a minha opinião em relação aos McCann foi um pouco alterado.

Não sou mãe, mas tenho uma irmã da idade da menina desaparecida, e nunca me passaria pela cabeça deixá-la sozinha, numa terra que não conheço. Como será possível uns pais fazerem tal coisa? Também não conheço a Inglaterra e seus costumes, mas duvido que por esses lados negligenciar assim os filhos seja prática comum. Pôr em causa a sua segurança desta forma, é doentio. O argumento utilizado é que são médicos e que possivelmente os sedaram, assim sabendo a que horas acordariam. Facto que ainda mais me choca. Qualquer dia está à venda na farmácia a droga para pôr os filhos a dormir. É o fim das babysitters!

Outra coisa que sempre estranhei foi a atitude dos pais da menina desaparecida. Mais uma vez dou o exemplo da minha irmã: se alguém a raptasse arrancaria cabelos, gritava, chorava, fazia de tudo! Menos escrever comunicados de imprensa. Menos ficar impávida e serena à espera que a tempestade acalmasse.

Kate McCann vai ser constituída arguida. Não a acuso de matar a própria filha (apesar de já porem essa hipótese), mas acuso-a e ao marido da irresponsabilidade e negligência que tiveram para com os seus filhos. Se alguém a raptou, os pais foram cúmplices.

Pareço muito fria, eu sei. Mas estes pais não foram frios ao preferir uma jantarada com os amigos do que um serão com os filhos?






Denise Almeida